Sem Palco @ Nomadic.0910
There are narratives of convergence, which ultimately affirm that art and science are one and the same: ways of understanding the world. And there are the narratives of separation, postulating that art and science are two distinct ways of producing worlds, to a level in which the worlds they produce do not intersect.
25, 26 e 27 Novembro 2009 | 21h
Medidas entre Barras
Uma performance sobre aquilo que cabe dentro de cada cela – o espaço que é cedido a cada ser humano aprisionado, um espaço onde o pensamento não encontra limites. Uma força que ultrapassa as paredes e as grades que delimitam o isolamento humano.
Numa das celas um homem vive sob os enunciados da Alegoria da Caverna de Platão e personifica de forma metafórica a experiência levada a cabo em 1971 na Universidade de Stanford (USA), orientada pelo professor Philip Zimbardo.
Noutra das celas, outro homem, decide procurar outra forma de liberdade, as palavras que ecoam no seu pensamento são de Oscar Wilde enquanto esteve preso e de onde resultou a sua obra “De Profundis”.
Ambas as celas simbolizam um procura por uma liberdade dentro do enclausuramento e, acima de tudo, traduzem a necessidade de expressão do ser humano.
À semelhança das conclusões de Boécio (Filósofo Romano), aquando da sua prisão no século V, esta performance reflecte, a partir de momentos reais, a liberdade de cada ser humano dentro da sua própria prisão, onde cada um habita e convive com a disputa entre o bem e o mal, o certo e o errado, e como cada ser humano rapidamente se adapta a esta nova situação e vive apenas com o seu pensamento.
“I really thought I wasn't capable of this kind of behaviour.” - Mock Guard em Stanford (1971)
“Os deuses são estranhos. (...) Trazem-nos infelicidade através daquilo que há em nós de bom, gentil, humano, amoroso. (...) Tenho de conservar o Amor no meu coração, a qualquer preço. Se for para a prisão sem Amor que será da minha Alma?” - Oscar Wilde, De Profundis.
